A lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990, no Estatuto da Criança e do Adolescente, garante o direito à brincadeira para todas as crianças do Brasil, reafirmando que o ato de brincar não pode ser visto apenas como um mero passatempo. A escola também é um dos lugares propícios para elas se desenvolverem brincando, pois essa atividade é muito mais educadora do que muitas pessoas possam imaginar, segundo estudos.

Brincando em um ambiente socioeducativo, como a escola, a criança aprende as regras de socialização, aumentando as habilidades biopsicossociais, servindo também como um meio de transmissão da nossa cultura. Ou seja, habilidades imprescindíveis para o desenvolvimento completo na infância.

Vygotsky já afirmava que o brincar e o aprender não podem ser vistos como elementos diferentes. Segundo esse estudioso, é brincando que a criança inicia o estabelecimento das primeiras relações humanas e constrói também uma identidade dela mesma no meio em que convive.

O brincar não pode ser entendido como sendo apenas uma atividade lúdica que serve para distrair as crianças. Pelo contrário, participar de brincadeiras é estar em uma atividade muito rica tanto no aspecto físico quanto psicológico, como afirmam Silva e Santos (2009) em estudo especializado na área:

“É brincando que a criança expressa vontades e desejos construídos ao longo de sua vida, e quanto mais oportunidades a criança tiver de brincar mais fácil será o seu desenvolvimento.” (p. 17)

Ou seja, é na brincadeira que as crianças passam a aprimorar os movimentos do corpo, tão importante para os menores, além dos aspectos intelectuais. Silva e Santos (2009) também ressaltam que é por meio da brincadeira que elas podem dar asas à imaginação, treinar a concentração, além da absorção de mais oxigênio ao se movimentarem no espaço em que estão inseridas.

Sobre os jogos eletrônicos é preciso ficarmos atentos aos excessos, pois é somente com as brincadeiras tradicionais que as crianças se movimentam ainda mais, liberando toda a energia que possuem, produzindo assim a sensação de alegria e bem-estar. Brincadeiras como pular corda, esconde-esconde, dançar, jogar bola, cantar, jogos de tabuleiro e desenhar, entre outras, são melhores para o desenvolvimento motor e ajudam a combater o sedentarismo infantil.

Portanto, podemos concluir que é importante que as crianças tenham o momento de brincar, trabalhando de forma educativa competências importantes para essa fase do crescimento.

Fonte: SILVA, Aline Fernandes Felix da & SANTOS, Ellen Costa Machado dos. A Importância do Brincar na Educação Infantil. Pesquisa de Pós-Graduação, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), 2009.